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16, nov de 2012

E lá se vai mais um personagem querido que Shonda Rhimes adiciona na sua lista negra de fazer inveja à qualquer lista gananciosa e bem formulada para o Papai Noel (em questão de comprimento, ok?). O único problema é que enquanto procuro adjetivos sórdidos, e um pedaço de madeira para quebrar a tela do computador (ou televisão), a mente brilhante – e assassina – por detrás de Grey’s Anatomy, também é a mente daquela que sabe utilizar as palavras como ninguém. E com os discursos criados para os seus personagens, consegue destruir qualquer revolta de seus telespectadores.

Um episódio com premissa focada em Meredith Grey (Ellen Pompeo) e Cristina Yang (Sandra Oh) já teria todos os ingredientes para produzir a melhor receita das redondezas de Shondaland, porém, acredito que foi muito além. Beautiful Doom serviu para lembrar os esquecidos, e reafirmar a convicção dos sábios, de que o drama médico da ABC possui duas das melhores personagens femininas já criadas para a televisão. E que não serão meros nove anos que irá tirar o gosto dos fãs em assisti-las – e de aprender com elas.

Com Cristina morando em Minnesota, a comunicação das “twisted sisters” deu-se desde o início da temporada através de celulares e iPads, e quem esperava para ver um reencontro cara a cara das almas gêmeas, ficou esperando até os minutos finais do episódio, sendo que mais uma vez os diálogos entre Grey e Yang mantiveram-se via tecnologia, fazendo com que Beautiful Doom mantivesse a tela divida em importantes partes, conquistando uma dinâmica incrível que não me fez desgrudar os olhos da tela nem por um só segundo.

Iniciamos com uma Meredith-mãe-de-família suplicando para que sua pequena e adorável Zola fizesse xixi no vaso sanitário, o que acabou não acontecendo, já que a menina deixou suas roupas molhadas, e sua mãe mais atrapalhada do que nunca. Além de tudo, a creche de Zola estava promovendo um dia multicultural, e nossa Grey-Shepherd iria representar qual país? Brasil, é claro! Ponto para nós e os empanados de peixe de Meredith (mesmo não entendendo muito a referência, e querendo que ela tivesse preparado um feijãozinho). Aliás, as interações da maioria dos personagens com a filha de Derek (Patrick Dempsey), conseguiu dar uma leveza e humor necessários para um episódio que teve tanta história “entalada na garganta” para colocar pra fora. E nada melhor do que assistir o tio Owen (Kevin McKidd) fazendo hi five com a menina.

Contudo, o início de fato aconteceu quando à caminho do SGMW, Meredith deparou-se com um acidente, e uma mulher que havia sido atropelada, com parte do corpo preso em um carro. Não é de hoje que Shonda Rhimes gosta de associar as histórias dos pacientes com as dos médicos (e, geralmente, fico apaixonada pela metalinguagem utilizada pela roteirista), e o atropelamento da mulher serviu para borbulhar ainda mais o vulcão de emoções internas de Meredith diante da perda de sua irmã Lexie (Chyler Leigh), no acidente de avião que causou também a perda de Mark Sloan (Eric Dane).

Confesso que ainda não superei a morte de Lexie e, sinceramente, acredito que jamais irei. Por mais episódios espetaculares que surjam (o que torço muito para que aconteça), sei que a lembrança dela permanecerá sempre ali. Como a de George O’Malley (T.R. Knight) ainda permanece. E nem mesmo Meredith conseguirá fechar o buraco que a perda da irmã abriu – mesmo já tendo lidado com diversas mortes ao longo da vida. No entanto, seguir em frente é o melhor e mais saudável caminho à trilhar, pois ainda existem muitas vidas, muitas Lexies que podem ser salvas por sua persistência. E é em cada cirurgia, em cada noite mal dormida por causa dos cuidados e preocupação extrema, que me orgulho mais e mais de Meredith.

Do outro lado da tela, acompanhamos Cristina Yang, muita neve, e uma relação mestre e aluno entre ela e Dr. Thomas (William Daniels) que ultrapassou os corredores e salas de cirurgia, e sim, que atingiu o ser humano que é Cristina. Sua história de vida, e sua personalidade. Eu, suspeita até o último grau, não haveria de ter críticas à uma personagem que tanto consigo me assemelhar, e nem à sua excelente intérprete. O problema é que nem mesmo os “não suspeitos” poderiam ter algo ruim para falar, já que a storyline de Cristina foi de um cuidado, de um amadurecimento, de uma ultrapassagem de barreiras – barreiras essas criadas pelo acidente de avião, e claro, outros diversos fatores que vinham se aglomerando na vida de Yang, como a traição de Owen – incrível.

Tendo Dr. Parker (Steven Culp) como seu parceiro de sexo, mas “inimigo” no hospital – por ele querer tanto a aposentadoria de Thomas, já que para ele, o médico vovô não teria nada mais à acrescentar em sua carreira, e seus métodos estavam muito ultrapassados –, Cristina, entre tiradas engraçadíssimas, mais uma vez mostrou a mulher de convicções que sempre foi, e continuou do lado de sua “Meredith de Minnesota” – apenas mais enrugada e em versão masculina. E, quando os dois operavam pela segunda vez uma paciente de grandes riscos, Thomas cai duro no chão, literalmente. E mais uma vez Cristina viu-se em uma situação complicada com um paciente na mesa de operação, e um parceiro no chão (um olá para a sexta temporada, com um Derek sendo operado, e um Owen baleado!).

Nos minutos seguintes, o episódio corta para cenas de Cristina andando pelo hospital, e uma narração com a voz de Thomas de seus conselhos para Yang. No meu caso, minha parte favorita de Beautiful Doom. Aquelas narrações que tanto gosto de frisar nas minhas reviews, e que nos fazem relembrar o motivo de tanto amarmos Grey’s Anatomy.

“Respire, Dra. Yang. Não seja insensível. Você está se escondendo. (…) Você nasceu para ser grandiosa. Não me decepcione.”, e assim, marcamos a volta da melhor médica que Seattle Grace Mercy West já teve o prazer de possuir. E não poderia faltar uma cena com abraços e referência à tequila, não é? E não faltou. Beautiful Doom teve o prazer de gritar para quem quisesse saber qual relação é a alma dessa série. Derek e Owen que me desculpem, mas Grey’s Anatomy é das mulheres.

E se alguém quiser continuar a conversar sobre Grey’s, pode me encontrar no Twitter @bellabx3, ou aqui nos comentários. Nos vemos em breve!

Mais notícias e informações sobre a série você encontra no nosso site parceiro Grey’s Br!